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CIRURGIA DA PARÓTIDA

Precisar operar a parótida é uma situação comum. Se esta é a sua situação, ou se conhece alguém que esteja precisando desse procedimento, fique ligado que eu te explico o que você precisa saber antes da cirurgia.

Se você gostaria de saber mais sobre a nossa maior glândula salivar, clique aqui que eu te explico o que é a parótida.

Como é feita a cirurgia da parótida?

A retirada da parótida é feita com um corte na lateral da face, num formato que lembra mais ou menos a letra “S”. Quando a incisão é feita desse jeito, sua cicatriz final fica bem discreta em relação às linhas da face.

Com essa abordagem, conseguimos expor bem a glândula parótida e tirar a porção doente dela, ou então tirar a glândula toda, se for preciso.

Em quem tem um câncer da parótida, as vezes é preciso também operar o pescoço. Mas essa é uma situação de exceção, sobre a qual conversaremos na consulta antes da cirurgia.

Quais são as complicações da cirurgia da parótida?

Algumas complicações podem acontecer com a cirurgia, mas a principal delas é que a cirurgia da parótida pode acometer a movimentação da face, fique atento que eu te explico o motivo.

A parótida abriga dentro dela o nervo facial. Este nervo sai de um orifício do crânio, passa por dentro da parótida e vai se conectar com os músculos de movimentação da face. Quando você sorri, fecha o olho ou faz bico, você está usando este nervo. O que nós cirurgiões dizemos, é que o nervo facial comanda os músculos da mímica facial.

Se você vai operar a parótida, é importante saber do principal risco dessa cirurgia, que é a perda de função do nervo facial. A consequência dessa perda de função é a fraqueza no lábio ou no fechamento da pálpebra.

Quem acorda da cirurgia com esse tipo de fraqueza vai precisar fazer fisioterapia no período pós-operatório. O objetivo da fisioterapia é fortalecer novamente os músculos da face.

A cirurgia para retirada da parótida é uma das mais comuns da minha prática diária, e também uma das que exige mais destreza do cirurgião. Essa exigência vem justamente da dissecção cuidadosa para preservação do nervo facial.

O período após a cirurgia

A cirurgia da parótida é feita com anestesia geral, e no dia após o procedimento você deve aproveitar para descansar, fazer uma refeição mais leve e um pouco de fisioterapia.

É costume usar um dreno para retirar as secreções do lugar onde foi feita a cirurgia. Na prática, esse dreno aparece como um tubo bem fino que sai na lateral do pescoço, quase na nuca. Mas não se assuste, ele não incomoda e vai ser retirado antes de sua alta.

A maioria das pessoas também se queixa de dormência na região da orelha, do lado onde foi feita a cirurgia. O surgimento da dormência tem relação com o nervo auricular magno. Ele se posiciona na região que precisa ser operada, e muitas vezes é afetado pela cirurgia.

O período total de duração da dormência ao redor da orelha varia muito, de pessoa para pessoa. Mas na maior parte das vezes, quem precisou ser submetido a essa cirurgia conta que a sensibilidade voltou após mais ou menos 6 meses.

Depois de aproveitar o primeiro dia para descansar, no dia seguinte à cirurgia, vamos avaliar se você já pode ser liberado para casa.

Preciso operar minha parótida – Existe algum cuidado que preciso tomar?

O que você deve fazer para minimizar o risco de complicações com a cirurgia da parótida é procurar um cirurgião de cabeça e pescoço capacitado para executar sua cirurgia:

  • Pesquise no site do CRM de seu estado o cadastro do seu cirurgião e veja se ele tem o registro de qualificação de especialista (RQE) em cirurgia de cabeça e pescoço.

  • Veja também se ele faz parte do quadro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP).

Em mãos treinadas, a chance de complicação se reduz muito.

Boa cirurgia!

Categorias:

  • adenoma pleomórfico, Cirurgia de cabeça e pescoço, glândula salivar, tumor de warthin

DR. LAURO MATOS DE ALMEIDA

Cirurgião de Cabeça e Pescoço

  • Sócio fundador do NICE
  • Membro do grupo de cabeça e pescoço da CLION e do Hospital Aliança
  • Preceptor da UFBA - HUPES
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NICE - Núcleo Integrado de Cirurgia e Endocrinologia

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